Portão da Travessa Iapó nº 6

 

Portão da Travessa Iapó nº 6

Quando esse retrato foi tirado em 1975, esse portão ainda estava em pé, ali no Porto das Tropas.

Adornava uma das casas mais antigas da cidade; desses que representavam o estilo arquitetônico relativo ao ciclo do tropeirismo. A proprietária do prédio dona Rosalina Villela Milleo, atendeu o apelo e conservou o portão. Ver O BRAVO nº 17-07-07-75. Dona Rosalina na época, contou o seguinte causa: "No tempo da revolução, foi disparado um tiro de canhão, de lá do alto da Cruz das Almas. . . a bala atravessou as paredes dessa casa e foi cair sobre a cama de um dos quartos".

Essa peça está preservada em um mini-museu laponeiro, em organização.

A revolução a que Dona Rosalina se refere foi o conflito entre os partidários de Floriano Peixoto (pica-paus) e os liderados por Gumercindo Saraiva (maragatos).

Em janeiro de 1894 os maragatos tomaram a cidade, permanecendo no poder até 12 de abril do mesmo ano (1). Logo depois do falecimento de dona Rosalina, ocorrido em 1979, o portão foi derrubado. O muro ao lado já havia sido demolido para se fazer uma entrada de auto. A destruição do portão, não foi, portanto, por qualquer motivo utilitário. Simplesmente, os novos ocupantes do prédio meteram a picareta e o puseram abaixo um dos monumentos históricos mais antigos.

Provavelmente por vergonha de conviver com uma velharia d'antanho! 

(1) Pequena História de Castro, Oney B. Borba 1972

CAMBUI - 15 JULHO 1983 - ANO 1 - N 4

Comentários