A principal razão econômica para a colonização e desenvolvimento dos Campos Gerais do Paraná, a partir do século XVIII, foi a exploração pastoril.

Essa atividade econômica estava ligada diretamente à necessidade de abastecimento e suporte logístico para outras regiões da Colônia:

  1. Exploração Pastoril: Os Campos Gerais se prestavam à exploração pastoril, que era considerada "necessária para o fornecimento de animais para transporte e para alimentação".
  2. Abastecimento das Minas: Os animais (gado vacum, cavalos e muares) produzidos na região eram destinados a abastecer os sertões de Sabará e Ouro Preto, onde afluíam aventureiros devido à descoberta de ouro.
  3. Base para o Povoamento: A fixação de colonos e o povoamento efetivo da região se deram através do sistema de sesmarias, sendo que o interesse econômico alegado em quase todos os requerimentos era o aumento da pecuária. A razão para a residência dos primeiros povoadores na região era de ordem ecológica, dada a predominância de capões e pinheiros para a criação de gado.
  4. Subsídio e Tropeirismo: O trabalho pastoril era considerado um "subsídio para a história dos povoadores do Paraná". A pecuária gerou a atividade de tropeiragem, pois os povoadores se transformavam em criadores e tropeiros, desbravando caminhos para o Sul até Buenos Aires.

Em resumo, a pecuária foi a força econômica primária que viabilizou a fixação dos colonos, distinguindo-se das motivações anteriores que focavam na busca por minas ou no apresamento de indígenas.

Comentários